03/06/2026
ESTAR MUITO DEPENDENTE DA IMPORTAÇÃO DE ENERGIA SIGNIFICA IMPORTAR RISCO - E PORTUGAL TEM DE AGIR JÁ
ANTÓNIO COUTINHO - PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ENERGIA
No âmbito da Pop Up Talk Geopolítica e Energia - da Crise à Ação, promovida pela APCC, o Presidente da Associação Portuguesa de Energia lançou o alerta de que a dependência energética do exterior não é apenas uma questão económica, mas uma exposição à volatilidade e ao risco, e de que a resposta passa pela aceleração da transição energética.
Para António Coutinho, o caminho passa pela eletrificação do consumo e pela produção de gases renováveis que substituam as importações atuais.
Refere, também, que Espanha tem instalado mais renováveis do que Portugal, o que se traduz em maiores volumes de importação. Defende que esta realidade tem de mudar, sobretudo tendo em conta os investimentos anunciados, que vão trazer muita procura para o país, e que Sines e outras zonas industriais tornam Portugal num destino atrativo pela competitividade dos preços da energia elétrica, alertando para que, se a capacidade de geração não acompanhar essa procura, esse diferencial poderá estar em risco.
António Coutinho aponta a eletrificação da mobilidade pesada como uma das mudanças mais significativas a curto prazo. Acrescenta que, com a melhoria contínua das baterias, os paybacks associados ao transporte elétrico vão baixar nos próximos anos, o que levará a que a volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis deixe de impactar os custos de distribuição.
Veja a entrevista completa aqui.

