23/04/2026
Quando a Energia se torna uma arma
Ana Santos Pinto - Investigadora no IPRI - Universidade Nova de Lisboa
Na sequência da POP-UP Talk da APCC “Geopolítica e Energia — Da Crise à Ação”, Ana Santos Pinto alerta para as fragilidades críticas nas cadeias energéticas decorrentes da atual situação geopolítica, e sublinha a emergência de uma nova fase em que a energia é usada como instrumento de coerção económica.
Ana Santos Pinto alerta que o fecho do Estreito de Ormuz representa uma rutura estrutural na liberdade de comércio marítimo, com impacto que ultrapassa o conflito no Irão. A instabilidade pode alargar-se ao Mar Vermelho, criando um choque simultâneo na energia e no comércio global que as economias teriam grande dificuldade em absorver.
A União Europeia continua altamente dependente de combustíveis fósseis e enfrenta fragilidades nas cadeias de fornecimento, enquanto Estados Unidos e países africanos produtores surgem como principais beneficiários do reajuste energético. A energia, tal como a água ou os minerais críticos, tornou-se um instrumento de coerção económica, alterando a lógica de interdependência global.
Portugal, pela sua posição geoestratégica entre Atlântico, Mediterrâneo e África, pode reforçar o seu papel no comércio marítimo, nas infraestruturas críticas e nos cabos submarinos, bem como em setores emergentes como o aeroespacial, com impacto direto na economia e no bem-estar dos cidadãos.
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